acontece na FAG

1º Congresso Acadêmico de Medicina da Faculdade de Guarulhos: inovação, tecnologia e força estudantil marcam um momento histórico

Primeira edição teve como eixo Tecnologia, Inovação e Futuro e destacou convidados com atuação em cirurgia robótica, saúde pública, pesquisa e inteligência artificial

A Faculdade de Guarulhos (FAG) sediou, entre 27 e 29 de outubro de 2026, o 1º Congresso Acadêmico de Medicina, com uma programação voltada às transformações da prática médica e aos desafios da formação dos futuros profissionais. Com o eixo Tecnologia, Inovação e Futuro, o encontro foi estruturado para aproximar estudantes, docentes e profissionais de saúde de discussões sobre avanços científicos, novas ferramentas de cuidado e produção de conhecimento.

Em três dias, estudantes trouxeram para Guarulhos alguns dos maiores nomes da ciência brasileira, como Ester Sabino e Josué de Moraes, e transformaram o tema “Tecnologia, Inovação e Futuro” em palestras, oficinas e pesquisa.

Nenhuma empresa de eventos foi contratada e nem houve comissão externa. O 1º Congresso Acadêmico de Medicina da Faculdade de Guarulhos (1º CAM FAG) nasceu da vontade dos próprios estudantes. Essa ideia reuniu centenas de alunos, professores e profissionais de saúde em três dias de programação, com mais de 30 palestras, mesas de discussão e oficinas, dezenas de trabalhos científicos e alguns dos nomes mais respeitados da ciência brasileira no palco da Sala Conecta.

Na abertura do evento, estavam presentes, além dos palestrantes, professores e alunos do curso de Medicina, a Vice-Presidente do Grupo Educacional UNIESP S.A., Profa. Claudia Pereira, que representa a mantenedora da FAG, e o Diretor Acadêmico Prof. João Ricardo de Brito.

O evento apresentou a iniciativa como uma construção que envolve o Centro Acadêmico de Medicina Antonieta César (CAMAC), a Atlética, as ligas acadêmicas e a Faculdade de Guarulhos. Entre os destaques da programação estavam as palestras magnas com o Dr. José Ciongoli, Dr. José Carlos Riechelmann e Dra. Ester Sabino, além do encerramento dedicado às doenças negligenciadas, com o professor e pesquisador Dr. Josué de Moraes. A agenda também reservou uma aula magna a Matheus Torsani, sobre inteligência artificial na medicina.

Foram os alunos que definiram o tema, montaram a grade, convidaram os palestrantes, organizaram as oficinas e cuidaram da recepção e da avaliação dos trabalhos científicos. A diretoria e a mantenedora da FAG deram o apoio para tudo isso sair do papel.

O tema escolhido, “Tecnologia, Inovação e Futuro”, guiou toda a programação: robótica, inteligência artificial, farmacogenética, cirurgia minimamente invasiva e simulação realística. Também houve espaço para questões que continuam no centro da saúde pública, como a gestão do SUS e as doenças negligenciadas. Todos os palestrantes participaram de forma voluntária.

“O primeiro congresso acadêmico de medicina da Faculdade de Guarulhos foi feito completamente por alunos, mostrando a força estudantil e o engajamento com a mantenedora como partes essenciais da transformação na educação. Tudo isso foi possível com a junção de ideias em um evento com palestrantes renomados, onde tivemos alto índice de satisfação e também trabalhando na inteligência artificial e inovações na medicina e na saúde, tendo dezenas de artigos publicados, onde sairá na revista FAG”, conta Halison Chaves, presidente acadêmico do congresso.

Dia 1: a medicina, a sociedade e a sala de cirurgia

A abertura oficial, na terça-feira (27), teve Hino Nacional e Mesa Solene com autoridades das Secretarias de Saúde da região e a diretoria da UNIESP | FAG. Logo em seguida, o bate-papo “Conexão e Saúde“, conduzido pela Profª Drª Thaís Carmo com representantes das secretarias, discutiu como a medicina se conecta com a sociedade. Foi um bom jeito de lembrar que o médico em formação também faz parte da rede de saúde da cidade.

A primeira palestra magna foi do Dr. José Ciongoli, sobre robótica e medicina. Cirurgião geral, do aparelho digestivo e robótico, ele tem qualificação em cirurgia robótica em Harvard, coordena um programa de treinamento em cirurgia geral do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e preside a Sociedade Paulista de Videocirurgia (SOBRACIL-SP) no biênio 2026–2027. Os estudantes ouviram, de quem forma cirurgiões, como a tecnologia de precisão está mudando o ato cirúrgico.

Na sequência, o Dr. José Carlos Riechelmann fez a segunda palestra magna do dia. Ginecologista-obstetra e sexologista, mestre em Ciências pela Faculdade de Saúde Pública da USP e com MBA em Gestão de Serviços de Saúde pela FGV, ele já dirigiu hospitais municipais e dá aulas de Medicina e de políticas públicas de saúde. A fala ligou a formação clínica à realidade de quem organiza o atendimento no SUS.

A tarde começou com as primeiras oficinas práticas e a abertura da exposição de trabalhos científicos. Enquanto a comissão avaliava as pesquisas, a Enf. Lavínia, formada pela USP, apresentou inovações no tratamento de feridas. Depois, a neuropediatra Drª Daniela Bezerra falou sobre epilepsia na infância e na adolescência, com foco nos aspectos práticos e nas novidades da área. O dia terminou com uma mesa redonda conduzida pelo Dr. Daniel.

Dia 2: a ciência que mudou a pandemia e a inteligência artificial

Na quarta-feira (28), o grande momento foi a palestra magna da Drª Ester Sabino. Médica e imunologista, ela é professora titular do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP e membro da Academia Brasileira de Ciências. Seu nome ficou conhecido no mundo todo quando ela liderou a equipe que sequenciou o genoma do SARS-CoV-2 no Brasil, um trabalho importante para entender e acompanhar a pandemia de covid-19.

As pesquisas da Drª Ester tratam de segurança transfusional, HIV, doença de Chagas, vírus emergentes e anemia falciforme. Sua contribuição é tão reconhecida que existe um prêmio com seu nome, o Prêmio Ester Sabino para Mulheres Cientistas. Para os estudantes, foi a chance de ver de perto o que uma carreira em pesquisa pode alcançar.

A manhã seguiu com Marcelo Polacow, que falou sobre inovações na farmacologia, e com uma mesa de discussão conduzida pelo Dr. Josué de Moraes e por Priscila Mello. À tarde, o Dr. Éder, farmacêutico-bioquímico, mostrou como a farmacogenética já entra na prática clínica. Maria apresentou a medicina integrativa como fator de inovação, e o Dr. Hamza falou sobre tratamento humanizado e cirurgias em doenças raras.

A aula magna do dia ficou com o Dr. Matheus Belloni Torsani, sobre inovações e novas inteligências artificiais na medicina. Formado pela USP, especialista em Educação na Saúde e com MBA em Gestão em Saúde, ele é chefe da Divisão Acadêmica da FMUSP e diretor do Centro de Inteligência Artificial. Seu doutorado estuda o uso da IA na avaliação em educação médica, ou seja, ele pesquisa justamente como a tecnologia pode mudar a formação de quem estava na plateia.

O fim da tarde teve três palestras seguidas. O Dr. Rafael De Nigris, médico do esporte, ortopedista e traumatologista, trouxe inovações nacionais e internacionais da área, incluindo o projeto ORION. A Drª Libnah Leal, médica gestora em saúde, e o Dr. Thiago Belminno falaram sobre novas tecnologias na medicina baseada em evidências. O dia terminou com uma mesa entre os últimos palestrantes, conduzida por Nadir.

Dia 3: do cérebro às doenças esquecidas

A quinta-feira (29) começou com um tema que provoca debate: medicina e espiritualidade. O Dr. Ricardo Leme apresentou novos estudos que tratam a espiritualidade como base científica, e Sidnei Mori trouxe dados e pesquisas sobre o assunto. A Profª Drª Laura conduziu a discussão com a plateia.

Na sequência, a Drª Josiane falou sobre inovação no atendimento ao choque, com ultrassonografia, monitorização e tomada de decisão rápida. O Dr. Koshiro mostrou como as novas tecnologias permitem fazer cirurgias cerebrais minimamente invasivas.

Depois da premiação dos trabalhos científicos, a tarde teve o Dr. Walter, doutor em Ciências da Saúde, falando sobre bronquiolite viral aguda. O Dr. Helder Kogawa apresentou inovações e tecnologias em urgência e emergência.

O encerramento ficou com um dos nomes mais fortes do congresso, e da própria casa. O Prof. Dr. Josué de Moraes é docente do curso de Medicina da FAG pela UNIESP e participa das atividades de iniciação científica da faculdade. Há seis anos seguidos, ele aparece no ranking Stanford/Elsevier dos cientistas mais influentes do mundo.

Sanitarista, bioquímico e matemático, Josué é mestre e doutor pela USP, com pós-doutorado no Instituto Butantan e no Swiss Tropical and Public Health Institute, na Suíça. Membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo, ele fundou o Núcleo de Pesquisa em Doenças Negligenciadas e pesquisa novos remédios contra verminoses. Seus projetos, apoiados pela FAPESP, estudam compostos da biodiversidade brasileira e novos usos para medicamentos que já existem. Entre os prêmios que recebeu estão o Prêmio Tese Destaque USP e o Prêmio Vale-CAPES.

A palestra magna de encerramento foi sobre doenças negligenciadas, que afetam milhões de pessoas e ainda recebem pouca atenção da ciência. Em seguida, a Drª Priscila Mello conduziu a mesa de fechamento sobre os temas das palestras magnas.

Oficinas: aprender com as mãos

O congresso não ficou só no auditório. Os três dias tiveram oficinas práticas, conduzidas com o apoio das Ligas Acadêmicas, nos laboratórios e nas salas de habilidades da FAG. As vagas eram limitadas e, em vários horários, cada participante escolhia uma oficina.

  • Terça (27): sutura básica e avançada em modelos sintéticos; aferição dos cinco sinais vitais (pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura e dor), além de oximetria e ausculta; e habilidades em ginecologia e obstetrícia.
  • Quarta (28): punção venosa na prática; inovações em anatomia, com o Dr. Fábio; urgência e emergência, com apenas 20 vagas; e neurologia, na Sala de Telemedicina.
  • Quinta (29): ortopedia prática; pediatria e neonatologia; UTI, intubação e simulação realística; e mais uma turma de neurologia.

A pesquisa dos alunos no centro do palco

A produção científica foi um dos pilares do congresso. Na tarde de terça-feira, das 14h às 18h, estudantes de várias turmas apresentaram dezenas de trabalhos para uma comissão avaliadora e para os colegas que circulavam pela exposição.

Na quinta-feira, a Sala Conecta recebeu a premiação dos melhores trabalhos, com a apresentação dos temas de cada pesquisa. Os trabalhos selecionados serão publicados na revista científica da FAG. Para quem está começando a vida acadêmica, é um passo importante: a pesquisa sai do congresso e passa a fazer parte da produção científica da faculdade.

Um legado para o futuro da saúde

No encerramento do Congresso, a Profa. Caludia Pereira, representante da mantenedora da FAG, participou da entrega dos prêmios e certificados concedidos aos melhores trabalhos do evento, além do Diretor Administrativo da UNIESP, Sr. Murilo Mendes de Angelo.

“O evento é um verdadeiro momento de empoderamento da educação e da medicina. Iniciativas como essa precisam ser cada vez mais fortalecidas no meio acadêmico para uma educação de qualidade, e isso só vai elevar ainda mais nossos padrões de educação”, afirma Cláudia Pereira, vice-presidente da UNIESP S.A.

Em três dias, o 1º CAM FAG juntou tudo o que se espera de uma boa formação médica: contato com quem está na fronteira da ciência, prática supervisionada, pesquisa feita pelos próprios alunos e debate sobre o papel do médico na sociedade. E mostrou que os estudantes de Medicina da FAG não querem só assistir à transformação da saúde. Eles querem fazer parte dela.

O alto índice de satisfação dos participantes mostra que o modelo deu certo: uma formação que junta inovação, prática e cuidado humano, e que conecta o que se aprende na faculdade com as necessidades reais da sociedade. O 1º CAM FAG reforça o compromisso da Faculdade de Guarulhos em formar médicos bem preparados para liderar as mudanças digitais e científicas da saúde no Brasil.

O congresso teve patrocínio e apoio de Faculdade de Guarulhos, UNIESP, Baltic Bank, Henisan, Gift Book, MK Cakery e Universo do Saber, entre outros parceiros.

Os certificados e as horas complementares serão enviados aos participantes em até 30 dias. As novidades estão no Instagram @congressomedfag e no site congressofag.com.br.