Dirigida pelo maestro Jonicler Real a Orquestra Sinfonia UNIESP foi criada em 2013 com a intenção de unir música e educação. Sua formação busca contemplar não somente os alunos do curso de licenciatura em Música, mas todo o estudante da Uniesp que tenha aptidão ou interesse em fazer parte do projeto.
Desde sua primeira apresentação, no Pateo do Collegio, no centro de São Paulo, foram realizados vários concertos memoráveis, aproximando do grande público composições clássicas e transformando em sinfonias canções populares.
Criação
Contar com uma orquestra sinfônica em sua instituição educacional era um sonho antigo de Fernando Costa, presidente da UNIESP. No contato com os alunos ele foi percebendo que muitos nunca tinham assistido a uma apresentação de música clássica. Outros nem sabiam o que é esse gênero musical. “A formação cultural é fundamental para o aluno conquistar cidadania e, assim, facilitar sua inserção no mercado de trabalho e na sociedade”, afirma Costa.
A UNIESP tem na música um dos seus investimentos prioritários. A Faculdade de Música Carlos Gomes, umas das mais tradicionais de São Paulo, estava quase fechando por problemas financeiros, quando Costa decidiu adquiri-la. Hoje recuperada, possui mais de 400 alunos.
Maestro João Carlos Martins, Orquestra Filarmônica Bachiana, Coral dos Meninos de Paraisópolis e a bateria da Escola de Samba Vai Vai. Em abril de 2011, na Sala São Paulo
Maestro holandês André Rieu e Orquestra Joahann Strauss. Em 2012 no Ginásio do Ibirapuera (SP)e em 2013 no HSBC Arena (RJ).
Exposição “O Legado”, de Leonardo Da Vinci, que reuniu 21 protótipos do artista. Em Ribeirão Preto (SP), em 2013, Campo Grande (MS) e São Paulo (SP), em 2014, e Campinas, em 2013 e 2014.
Músico, tecladista e compositor grego Yanni apresentou o melhor da música erudita mesclada ao pop, rock, estilos latinos e outros. Em 2014, no Ginásio do Ibirapuera (SP).
Preocupada em ampliar a percepção estética de seus alunos, a Uniesp, por meio da Uniesp Cultural, apoia o trabalho da artista plástica Silva Borini. Suas obras, sempre muito coloridas, fundem duas de suas paixões: a pintura e a música. Seus mais recentes trabalhos trazem temas que evocam ritmos como o Jazz, Blues, Tango e Música Clássica, numa brincadeira de cores, formas e movimentos. Na série Bolero de Ravel, finalizada em julho de 2014, ela une, além da música, o ballet, coreografado por Maurice Béjart, que se tornou um marco indissociável da composição de Maurice Ravel. Em 2014 a Uniesp Cultural e a Editora Uniesp editam o livro “Silvia Borini”, com a retrospectiva dos 40 anos de trabalho da artista.
Expondo há mais de treze anos em coletivas no Estado de São Paulo e mostras internacionais, com prêmios e menções honrosas que enriquecem seu currículo, Silvia Borini é um nome que se impõe com talento e tenacidade no cenário das artes plásticas.
Após incessantes buscas, parece que finalmente, em 1988, a artista encontrou seu caminho no expressionismo espatulado, expressando-se em técnica mista, não sem antes se despedir nostalgicamente do figurativo na coletiva “A Flor, o Vaso, a Arte”, na Galeria Monopolio.
Desde o início, sua obra denota uma intranquilidade nos toques vibráteis do seu pincel ou espátula. Mas é nesta que a artista melhor se expressa com vigor e liberdade, indo conter-se, ou melhor, disciplinar-se na sua estrutura formal da geometria cubista, linguagem que para ela é fluente e apaziguadora.
Sua “Sinfonia”, em 27 telas, lembrando muito o cubismo de Picasso, atesta o seu ritmo marcante, homogêneo, onde a harmonia cria acordes atonais, porém num estilo coeso, de fluxo e vigor definidos.
Finalmente, Silvia Borini realiza um sonho que é a fusão de duas expressões artísticas que envolvem tão profundamente sua sensibiloidade: a pintura e a música.
Há que se notar, ainda, no trabalho de Silvia Borini, o recurso da colagem de fragmentos de partituras muito bem inseridas na obra, o que enriquece e complementa a sua intenção temática.
No dia 8 de junho nasce um novo Atelier Arte, onde a artista se propõe a reger, incansavelmente, a orquestração de seus múltiplos talentos, destacando-se sua entonação mais harmônica que é a composição da forma, volume e cor de sua obra cubista.
O que me faz criar e viver criando?
Uma busca constante para concretizar os meus sentimentos, pensamentos, emoções, sensações, experiências introspectivas, sonhos e visões únicas. Superando tempo, obstáculos naturais na rotina de trabalho, no exercício contínuo a fim de exteriorizar em formas e cores, cenas, figuras retidas no imaginário, para serem compartilhadas.
Libertando o que estava represado no virtual e na luz interior do meu ser.
Da seleção da imagem virtual para a execução, a obra sofre, em certo momento, opções de preferências para serem externados.
As escolhas e opções de vida, são responsáveis para alimentar o ser interior.
As atitudes e a prática constante de escolhas facilitam o autoconhecimento. Uso desse mecanismo para minhas escolhas e opções a fim de materializar minhas imagens virtuais.
Do objeto a ser apreciado, busco alcançar, do espectador, a emoção de abrir seu imaginário, que acumula lembranças de sons, melodias, frases, sabores que construímos enquanto vivemos o dia a dia.
Adoto elementos de contraposição essenciais para criar, como: razão ou sensibilidade; real ou percepção; análise ou intuição; ampliar ou minimizar.
Razão: nem sempre motiva.
Sensibilidade: imprescindível!
Real: não necessário…
Percepção: talento natural!
Análise: às vezes.
Intuição: inexplicável conexão astral!
Ampliar: valorizar.
Minimizar: selecionar.
O que fundamenta e sustenta meus valores de viver são várias contraposições.
Os verdadeiros valores serão manifestados pela própria natureza da alma do universo, invisível como o átomo e visível como o cosmo.
É impossível subornar as leis cósmicas!Alguém disse: “Eu penso 99 vezes e nada descubro”.Eu deixo de pensar e mergulho em um grande silêncio, e eis que a verdade me é revelada.No infinito mundo do meu ser, o universo conspira a meu favor, obedecendo a meus desejos e paixões, no momento certo e da melhor forma possível.
Minha atitude e postura com a vida, privilegiando a liberdade de ser e agir, é:
• tudo é possível,
• ver sem existir,
• escutar o silêncio da alma,
• andar ou voar,
• cair, mas se levantar mais forte,
• arriscar sem receios o desconhecido,
• sabores e perfumes novos,
• refazer, redesenhar, repintar, recomeçar…
• viver com verdade, liberdade, e amor!
Quando com a pintura em tela, era muito forte a paixão em estar pintando!
Minha relação com as tintas, palhetas, pincéis e telas, sempre foi de muito cuidado, respeito quase sagrado, maior do que o objeto a ser executado.
Era e é, até hoje, a ação de estar pintando que mais me encanta e absorve, me atrai, me mantém com alegria de viver. Sou completamente apaixonada pelo que faço.
Confesso a mesma paixão quando estou tocando piano, no meu espaço, só pra mim.
Na percepção de uma imagem, ou detalhe de ângulos e formas com as quais me encantam ou atraem, me desafio a reproduzir, no primeiro momento, o mais fiel que posso. Depois, na ação de fazer, liberdade total, me permitindo alterações com novos resultados plásticos. Exercitei formas e técnicas diferentes. Pesquisei materiais e suportes com propostas de reciclagem e reaproveitamentos para superposição.
Até meados dos anos 80, elegi o impressionismo como escola mais autêntica, que executava com naturalidade nas telas.
Passar pelo expressionismo foi uma consequência inevitável.
Lembrando ainda das figuras de Debret em suas aquarelas, retratando a vida cotidiana do Rio de Janeiro colonial.
Natureza morta, inspiradas em escolas acadêmicas.
Muitas flores. Afinal, eu amo a natureza e seus perfumes.
Cenas românticas de impressionistas, como o brasileiro Eliseu de Visconti ou os franceses Renoir e Monet.
Então, um dia, o Cubismo se revelou de maneira irresistível, a ponto de reproduzir cenas até então guardadas, com a paixão de ouvir e tocar músicas, qualquer gênero, e assim encontrar a simbiose de instrumentos e instrumentistas, concertos, palcos, teatro e dança, que transmitem as combinações de sons em melodias clássicas e eruditas, étnicas e contemporâneas.
Assumindo sem medo minha preferência pela luz, uso todas as cores possíveis que acho necessárias.
E estudei mais seriamente, nos anos 90, as obras de Michelangelo, em especial seu maior trabalho: a Capela Sistina.
Percorri alguns caminhos de Cézanne, como sombras geométricas, luzes azuis, simbologias simplificadas, e naturalmente deixei fluírem em formas e cores a melodia, a harmonia e o ritmo, induzindo o observador a resgatar suas lembranças musicais.
Aconteceu assim. Desde sempre.